Para irem sabendo de mim...

28 fevereiro 2009

Domingo permiti-me. Foi um luxo saboroso que me deixou os olhos brilhantes. É que eu às vezes esqueço-me que não sou a super-mulher.
Hoje casa-se uma amiga. Não o faz pela família, festa, presentes ou lua-de-mel. Faz-lhe falta o papel e vai de noiva porque sim. Assim, simples, honesta e genuína como sempre a conheci. Eu, tão pouco dada a estas coisas que sou, queria hoje contemplá-la. E mais nada.

24 fevereiro 2009

Who wants a spotless mind?


Depois de I could die right now, Clem. I'm just... happy. I've never felt that before. I'm just exactly where I want to be, como pode alguém querer apagar memórias? Eu quero as minhas todas. Não abro mão nem de um segundo. Quero-as todinhas.

09 dezembro 2008



30- muito bem celebrados!

02 dezembro 2008

Mesa farta no dia de dar graças. Agradeço todos os dias. A ninguém em particular, a todos, a mim, às minhas fadinhas. Por tudo e por nada.

16 novembro 2008

Estou tão mudada (4)

Embora não levasse muita fé, aceitei o desafio. Corro meia hora, três vezes por semana. Por enquanto é dentro de portas. Na Primavera vou ter o Charles por companhia. Talvez alterne margens: Boston com vista de Cambridge ou Cambridge com vista de Boston?

15 novembro 2008

Começo a pensar nos abraços apertados- confirmação física das saudades. Anseio o embalo da conversa, beber-lhes as novidades, preencher-me com a familiaridade.

07 novembro 2008

Do grande dia

Respira-se um ar mais leve por estes lados. Depois da expectativa global, o alívio e entusiasmo são quase palpáveis de tão intensos. Tive o prazer emocionado de celebrar com eles a grande vitória. Transpira a certeza da mudança de rumo e a esperança de uma América melhor. Yes we can, disse ele e gritaram todos. Please do! respondo eu.

18 outubro 2008

Blindness

Descrevo o filme (aqui) apenas como muito fiel ao livro, e isso já diz tudo. Igual dureza, igual encanto. As mesma três cenas de uma beleza genuína que me despertam simultaneamente um choro previligiado de poucas lágrimas e um sorriso límpido. A nobreza da mulher, a dignidade das mulheres, a simplicidade do cão. Digiro lentamente, saboreio aos poucos. Indelével, sei que me vai acompanhar por toda a vida.

16 outubro 2008

O beijo

Começou por ser marcador de livro. O beijo dele veio de Viena, trazido pela mãe. Agora faz também parte de uma parede do quarto.

15 outubro 2008

Extasiados com as cores do Outono.

07 outubro 2008

Metáfora

No sobressaltado último ano e meio mudei de casa seis vezes. Abandonei tralha, desfiz-me de papelada, deixei recordações para trás. O meu passado mora, bem guardado, em duas estantes na casa da mãe. No quarto de paredes esconsas e duas grandes janelas vivo rodeada da minha riqueza: dois mini-cactos, uma aboborinha, uma pinha e uma concha. Contas feitas à vida, fiquei com o essencial.

27 setembro 2008

Do tão esperado debate

Na casa de uma jovem família americana, acompanhada por mais americanos, pizza e cerveja, assisti ao debate. Segui com atenção e fui sorrindo face aos comentários dos meus companheiros de audiência. Vivo rodeada de uma elite que não hesita em criticar McCain e apoiar Obama. Temos muito chão em comum, mas diferenças profundas que, de tão fundamentais, não sei se lhes hei de chamar culturais.
Gosto do Obama, pronto. Gosto da postura, da visão a cinzento (em oposição à arrogância do preto e branco), da maneira como expõe as suas ideias, mas... Não me convence. Queria mais. Queria-o mais suculento, mais recheado de ideais. Chamem-me ingénua ou pouco pragmática, mas quando o oiço traduzir a sua discordância face à guerra do Iraque em custos de biliões de dólares para a economia americana em vez de aclamar questões de princípio, tremo por dentro. Já agora, a demagogia da bracelete da mãe do soldado e o pai queniano que o fez acreditar no sonho americano também eram escusados...

24 setembro 2008

Friozinho na barriga


Aqui é dia, mas lá já é noite. Enquanto escrevo, entre o dia e a noite, ela estreia-se.

23 setembro 2008

O preço da opção

A avó está a envelhecer depressa, disse-me num tom que tenta desdramatizar a coisa. É a vida, acrescentou. Desde então trago o coração apertadinho. A minha avó está a envelhecer depressa e eu não estou lá. O meu irmão galopa a adolescência e eu acompanho só de longe. A minha mãe enche-se de coragem para um novo ano e eu apenas lhe oiço os receios. O meu pai volta à rotina, oiço-lhe o desabafo mas não lhe dou alento ao jantar. A centenária da família acabou por ir e o meu abraço foi só virtual. O meu cãozinho teve pulgas que lhe fizeram alergia e não fui eu que o levei ao doutor. O dia da grande estreia é já na quinta-feira e eu não vou estar na primeira fila. Eu estou muito feliz aqui, mas não estou lá.

20 setembro 2008

Ao estilo de Cambridge (2)

Calço luvas e uso gorro de lã em Setembro. Prometo (esforçar-me para) não passar o inverno a reclamar do frio.

Tendência

Outono 2008: tons ratinho

16 setembro 2008

Think big

Não funciono a grande escala. Preciso de objectivinhos e de sucessos sucessivos, mesmo que pequenos. De tanto lidar com populações, o muito do mesmo dá-me um certo conforto, uma sensação de missão cumprida, de dia ganho. Reprogramo-me. Por enquanto quero um gene. Só um, mas em grande. Um daqueles que se medem às kilobases. Em breve vou querer todos. Terei o charme de uma garota genómica.